Guarde na sua cabecinha


A Economia criativa tem algumas vertentes pouco declaradas por muitos de seus mais fervorosos defensores. Tem um lado da economia criativa bastante obscuro, e nada novo para pessoas com espírito de Baby Boommers ou certos tipos atrasados que ainda acham que o mundo é dos espertos e que vale mais passar os outros para trás que ficar esperando a sua própria vez.
Foto arquivo pessoal Ana Paula Sena
Tenho para mim que, a cobiça criativa leva-nos para a economia vingativa.  O que seria isso? A cobiça criativa é quando algum “espertinho” vê que você está desenvolvendo um projeto que tem tudo para dar certo e fica lá de olho grande no que você está fazendo. Aí entra a cobiça criativa, o tal “espertinho” corre a recriar em cima do projeto que você está desenvolvendo, mas ele não é bobo, é “espertinho”, então muda o nome dos principais elementos do seu projeto e passa fazer o mesmo que você, só que, com outra “roupinha”. A partir daí, você que está desenvolvendo o projeto tem um seguidor inseparável. Gracinha criativa, sócio não declarado, amigo da onça que se propõe a receber no seu lugar todos os recursos que vierem para o seu projeto, agora batizado com outro título. Enfim, esta é a cobiça criativa e o que vem dela como uma consequência é a economia vingativa.

Chamo de economia vingativa toda forma de travar entradas, saídas e acessos às informações, a própria lei dos direitos autorais é uma consequência da economia vingativa. Autores cansados de serem explorados, enganados buscam seus direitos de ganhar alguma coisa com suas ideias disseminadas na rede. Acho justo, justíssimo. Mas veja bem, o problema é mais de caráter do que de gestão econômica ou jurídica.

Enfim, quero dizer que se você tiver algo muito importante para disseminar e não tiver um canal oficial e seguro para registrar, deve guardar o tesouro de suas ideias apenas na sua memória ou num caderninho escondido embaixo do colchão.


Continuarei escrevendo sobre isso no próximo texto. Até breve!

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